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Mostrando postagens com o rótulo Reflexões do Cao Benassi

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Reflexões do Cao Benassi & Gemini  

A POLITICAGEM TUPINIQUIM EM PAUTA

O CIRCO CLIMÁTICO E O FUZUÊ NACIONAL Uma crônica de Cao Benassi E eis que o tapete vermelho foi estendido sobre a lama. Vieram para Belém e transformaram a COP, melhor dizendo, a FLOP 30, num suntuoso palco para a luxuosa hipocrisia global. Assim, chegaram jatinhos executivos gastando aproximadamente mil litros de combustível por hora para debater a redução da emissão de carbono. Enquanto isso, as águas belenenses, por sua vez, continuam debatendo a falta de saneamento básico. A alta cúpula se hospedou em navios de cruzeiro, que gastam a bagatela de trinta e cinco mil litros de combustível por hora, fingindo não ver o esgoto correndo a céu aberto pela-bela-belém. Enquanto a hipocrisia cega os olhos dos chefes de Estado e de governo, parlamentares, cientistas, líderes indígenas, representantes da sociedade civil, celebridades e ativistas,  o Brasil mostra que a sustentabilidade é premium e que a miséria é standard . Esse é o preço da salvação: na zona azul da conferência, uma rele...

PESAR - OUTUBRO DE 2025

  PESAR, ANO 2, N. 22, OUT. 2025 Estamos no décimo mês do ano de dois mil e vinte e cinco. Neste número da série PESAR, iremos refletir sobre a inveja como interesse e foco. Para começar, a palavra inveja vem da palavra latina invidia, que por sua vez, deriva do verbo invidere. Esse verbo da língua latim é formado pelo prefixo in que significa contra, sem, negativo e pelo verbo videre, que significa ver. Assim, o sentido da palavra invidere é olhar com hostilidade ou olhar mal, refletindo o sentimento de descontentamento ou desejo de possuir o que é do outro.    A inveja não é mero desejo pelo que o outro tem, tampouco o sentimento de negação do merecimento alheio, mas sim um foco doloroso, ou seja, que causa dor ao perceber a diferença existente entre o que se é e o que se idealiza ser, tomando a posse alheia como régua. Neste sentido, há um interesse primordial que corrói a alegria do invejoso e transforma a admiração que existe em devir nele, noutras palavras, que...

PESAR - SETEMBRO DE 2025

  PESAR, ANO 2, N. 21, SET. 2025 No número anterior da série de textos filosóficos PESAR, refletimos um pouco sobre a fofoca, sobre como desenvolvemos interesse por assuntos que não nos dizem respeito e neles mantemos o nosso foco. Também abordamos a importância da conscientização da presença da debilidade da fofoca ou de qualquer outra em nós, para então reconhecer que é necessário mudar, e assim, aceitar e buscar a mudança, esse seria em tese o primeiro passo. Porém, o mais importante para nós, seria se manter firme no cultivo de uma vida mais virtuosa.  Neste número, continuaremos a refletir sobre a debilidade da fofoca e formas de superá-la. Uma das formas de se fazer isso, é empreender uma busca por interesses que enobrecem a alma. Esse pode ser considerado o primeiro passo para silenciar a fofoca. Poderíamos afirmar com muita tranquilidade que uma mente que se ocupa com a arte, com a ciência ou com a filosofia, por exemplo, não tem espaço para trivialidades. Nesse sentid...

PESAR, N. 20, AGO. 2025

  PESAR, ANO 2, N. 20, AGO. 2025 Nos números anteriores da nossa série de textos filosóficos PESAR, discorremos sobre o tempo e como o ser humano, desde muito tempo, o desperdiça por falta de consciência e de autoconhecimento. Especificamente, no número 19, referente ao mês de junho, refletimos como a Internet e as redes sociais, de ferramentas que formam e informam, podem se tornar distrações que além de roubar nosso tempo, pode destruir nossa vida, seja por arrastar nossa consciência para baixo, seja por se tornar um vício de difícil percepção e combate.    No presente número, a nossa reflexão será voltada para uma debilidade muito conhecida por todos nós, quer por sermos alvos dela, quer pela prática, embora quem a pratica dificilmente a assume. Trata-se da fofoca, que em sua essência, brota de uma mente ociosa e, consequentemente, de uma curiosidade distorcida pelo banal. Ela se alimenta do vazio deixado pela falta de um propósito de vida mais elevado, preenchend...

PESAR, JULHO DE 2025

  PESAR, ANO 2, N. 19, JUL. 2025 Estamos no sétimo mês do ano de dois mil e vinte e cinco e esse, já é o décimo nono número da série de textos filosóficos PESAR. Como todos já sabem, nosso tema é foco e interesse, que são, basicamente, o ponto para o qual converge nossa atenção e o estado de espírito que se tem para com aquilo que se acha digno de atenção. No nosso número anterior, discorremos sobre o perigo de se desperdiçar o tempo de vida que temos. Parece não ser tão importante, mas um único dia vivido sem propósito, na economia da vida, jamais poderá ser recuperado.  Como foi afirmado no número 18 da série PESAR, a expectativa de vida do brasileiro, é em média, setenta e seis anos. Convertendo esse total para dias, nós teríamos aproximadamente, um total de vinte e sete mil, setecentos e quarenta dias. Com base nisso, peço a você, querido leitor, que faça o seguinte exercício de imaginação: substitua os dias da expectativa de vida do brasileiro pela nossa moeda. Imagine qu...

O CONSCIENTE, A ANESTESIA E A REVELAÇÃO DO INCONSCIENTE EM UM ÚNICO DIA

  Uma crônica de Cao Benassi Vivendo num país, que igual a muitos outros, privilegia a torpeza, a debilidade e a imoralidade, no qual o porco é lavado, perfumado, enfeitado e colocado no palácio, crendo que o tal suinídeo iria virar um rei, o que se testemunha, é a transformação do palácio num chiqueiro.  Infelizmente, todo mundo já sentiu o mal cheiro das cagadas do ronca-e-fuça, porém poucos são os que admitem que acreditar na farsa cuidadosamente elaborada pelo reizinho mandão, delicadamente intitulado “O-ovo-que-tudo-vê”, e seus outros 10 comparsas, a maioria preferem fazer a egípcia e dizer que o fedor exalado do chiqueirácio (mistura de chiqueiro com palácio, no qual se espoja o cachaço-grulhador), é o mais fino eou de toilette.  A lama de odor mal cheiroso se espalha por todo lado. Por onde se anda, não há ou quase não há, lugar que a pútrido chorume não tenha chegado. Economia não há: a cada dia, um novo aumento de impostos, que não cobre a gastança desenfreada. A...

PESAR, JUNHO DE 2025

PESAR, ANO 2, N. 18, JUN. 2025 No número 17 da série PESAR, nós refletimos sobre o tempo e vimos que desde tempos remotos, o homem tem essa noção de escassez do tempo, noção que vivenciamos em nossos dias. De fato, esse é um dilema da alma humana, que nos acompanha desde tempos imemoriais. Ao longo do tempo, as preocupações em relação a ele mudaram, no entanto, continuamos com a mesma sensação, ou seja, que não temos tempo suficiente para realizar tudo o que é necessário. Numa primeira análise, parece-nos que nós não dispomos de todo o tempo que precisamos para viver e realizar. Porém, se nós nos detivermos no tema e o analisarmos mais profundamente, vamos chegar a conclusão de que nós não sabemos nada sobre o tempo que temos. Essa é uma afirmação que pode nos trazer um certo desconforto, mas a verdade é que nós somos arrastados pelo tempo sem que desenvolvamos nenhuma consciência sobre ele.  Não é possível para nós desenvolver a consciência sobre o tempo que temos, se nós não para...

DOR COME: UMA CRÔNICA DA DOR

  (Tomada 3 - De uma vez por todas) Uma crônica de Cao Benassi Atualmente - Olá, Cao! - Me deixa! - Uai, pensei que o aperto de saudade que você deu na sua flauta hoje, tinha resolvido o seu banzo?! - Quem dera fosse fácil assim… - Ah, Cao… não gosto quando você perde o brilho! Não gosto quando você economiza no verbo!  - Fazer o que, né?! - Ah… prefiro quando você fica reclamudo de nós, as suas dores preferidas… e antes que você queira negar, você era bem mais legal quando não investia seu tempo nela! - É, você tem razão! - Sim, eu tenho! Sabe, Cao, às vezes, todas nós deixamos você macambúzio, mas de todas nós, ela é a única que te pega de jeito, hein?! Estou com pena de você, menino! Há alguma coisa que eu possa fazer por você? - Não! - Nada?! - Hum-hum! - Nadica de nada?! - (Aceno com a cabeça, negativamente) - E o salto tandem, me conta! - Não! - Vai, Cao! Coloca pra fora! Isso vai te ajudar! Zera essa história, quem sabe é uma forma de você acabar com ela, de uma vez por...