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DIVER NEU GERENCIA

Um poema de Cao Benassi  Para um poeta autista Na imensa teia de monstruosos sons, a minha mente se perde, Um simples toque do ar, na minha mente uma dor que não cede, Luzes gritam, luzes irritam, luzes que ameaçam em cores sem fim, O mundo intenso, um mundo insano, neurotípico, distante de mim, Em cada suspiro, cada gemido, cada passo, um eco que me aflige, E na dor, no suor e no sangue, o silêncio que a alma não atinge. A vida com o seu ritmo, harmonia e melodia que a todos conduz, Com suave e terna brandura, a mim só me cega, me rouba a luz, Odores bailam em minhas narinas, impiedosos invadem meu ser, Peço, imploro, procuro, e não há uma barreira para me proteger, Em cada voz, em cada som, em cada ruído que me invade, Me sinto só em meio a multidão, solidão em meu peito reside. Um mar de gente, como um mero rebanho avança sem ver, Que meneia a cabeça, aponta o dedo, sem querer entender, A gente se esforça, a máscara pesa, nosso esforço é em vão, Em cada olhar, em cada sorriso, e...

MENTÁLOGOS

  Um diálogo entre Kama-manas e Manas  [ Kama-manas ] - Cansado estou da jornada É muito difícil a caminhada São muitas pedras na andadura Psoríase na pele é pedra Artrite inflamação é pedra São muitas dores nesta agrura Discopatia osteoartrite é pedra Autismo comorbidades é pedra Solidão solidão solidão me tortura            [ Manas ] - Tu que já pertencentes ao Todo Tu que já fostes névoa amorfo Tu ó consciência em expansão Tu que ganhastes forma Na rocha segundo a norma Destes vida ao Todo na criação  Tu que no vegetal expandistes Tu que no animal o amor sentistes És agora homem diz a tradição [ Kama-manas ] - Quem ousa Quem é você Quer que a minha dor afuse Não basta todo o meu sofrimento [ Manas ] - Sou eu que com calma profusa Na dor em paz te repousa  Que em abraço doas-te acolhimento [ Kama-manas ] - Mas eu vivo cerzindo penúrias E continuo consolando misérias Como não ter este s...