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CHARGE D'5ª

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O espelho e a fonte ​Imagine que a justiça é uma fonte de água onde todos bebem. Se a fonte é limpa, mas o espelho que a reflete está manchado, ninguém terá coragem de se beber dela. Não importa se a água é potável; se o reflexo traz a sombra da dúvida, a sede do povo se transforma em medo. Para quem ocupa a cadeira mais alta, ser a fonte exige também zelar pela nitidez do espelho. A túnica da vida pública  A vida pública é um tecido feito de fios de ouro e fios de algodão. O fio de ouro é a integridade real; o de algodão é a percepção do mundo. Se a túnica parece puída, de nada adianta o tecelão jurar que usou o melhor material. A harmonia, como pregava Pitágoras, exige que a estrutura interna e a aparência externa vibrem na mesma frequência. Quando um ministro permite que o ambiente familiar se torne um puído, ele quebra a sinfonia da imparcialidade. O templo de vidro Viver sob o manto da alta magistratura é como morar em um templo de vidro no centro da p...

CHARGE D'5ª

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A academia prefere acender a fogueira a ensinar como usar o novo fogo. Essa é a provocação que trago na nossa Charge D'5ª. ​No nosso bate-papo em vídeo, levanto um questionamento sobre a postura do ensino superior diante da Inteligência Artificial. Em vez de assumir a missão socrática de emancipar mentes e guiar os alunos no uso ético dessa ferramenta, vemos um retrocesso. É a velha alegoria da caverna de Platão acontecendo diante dos nossos olhos: o conforto das sombras da proibição parece muito mais seguro do que a luz do novo conhecimento. ​O problema é que proibir não ensina, apenas cria um ciclo exaustivo de vigiar e punir. Como apontei na reflexão, a tecnologia não faz milagres por quem não tem repertório, mas nas mãos de quem pensa, estuda e questiona, é um recurso inestimável. Apenas a verdadeira educação tira o indivíduo da ignorância. ​Assista ao vídeo para a reflexão completa e me diga aqui nos comentários: a educação que você acompanha hoje está agindo como ...

CHARGE D'5ª

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O BANQUETE E A MIGALHA  ​Imagine uma mesa de jantar imensa. No topo, os políticos estão sentados, servindo-se de travessas douradas que eles mesmos passam uns para os outros. No chão, uma pessoa comum tenta alcançar uma única azeitona que caiu da mesa. É exatamente essa a cena quando o assunto é salário e o aumento do mínimo (trabalhador) e máximo (políticos e asseclas) ​A metáfora: Enquanto uns decidem o tamanho do próprio banquete, outros dependem da sobra da decisão. É a "justiça" de quem detém o poder da caneta, criando uma realidade para si e outra, bem distinta, para o povo.

PRIORIDADES NACIONAIS

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CHARGE D'5ª