Um poema de Cao Bneassi No éter vasto, antes de tudo existir, Um pulso acendeu, a chama primordial. Não era luz, nem trevas, nem tempo porvir, Era sentimento, era Amor, força imortal. Pelo amor as estrelas bailam no céu, Pelo amor a terra passou a girar. Em cada flor, em cada coração, Doce melodia, é sua mão a nos guiar. O Amor rompe muralhas, ele desfaz a dor, Ele Inspira o bardo, a espada do herói. Ele é a ponte que une, o mais puro fulgor, Ele é a essência que nunca se destrói. Nas almas irmãs, num simples olhar, Ali, o Amor se faz lar, se faz mar, Onde a entrega flui, sem nada a pedir. Se faz um laço eterno, se faz amar. E assim, em cada beijo, em cada abraço, Em cada riso ou lágrima que venha rolar, O Amor se expande, preenche todo espaço, A mão divina que nos liberta, a nos salvar.