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TIRINHAS DO CAO

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Entre a dor e o altar: o milagre do cotidiano Reflexões do Cao Benassi & Gemini

TIRINHAS

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Reflexões do Cao Benassi & Gemini  

PESAR - OUTUBRO DE 2025

  PESAR, ANO 2, N. 22, OUT. 2025 Estamos no décimo mês do ano de dois mil e vinte e cinco. Neste número da série PESAR, iremos refletir sobre a inveja como interesse e foco. Para começar, a palavra inveja vem da palavra latina invidia, que por sua vez, deriva do verbo invidere. Esse verbo da língua latim é formado pelo prefixo in que significa contra, sem, negativo e pelo verbo videre, que significa ver. Assim, o sentido da palavra invidere é olhar com hostilidade ou olhar mal, refletindo o sentimento de descontentamento ou desejo de possuir o que é do outro.    A inveja não é mero desejo pelo que o outro tem, tampouco o sentimento de negação do merecimento alheio, mas sim um foco doloroso, ou seja, que causa dor ao perceber a diferença existente entre o que se é e o que se idealiza ser, tomando a posse alheia como régua. Neste sentido, há um interesse primordial que corrói a alegria do invejoso e transforma a admiração que existe em devir nele, noutras palavras, que...

PALAVRAS MAIS QUE PALAVRAS

Um poema de Cao Benassi  Sejam as tuas palavras fatores de soma para quem as ouvir Que sempre levem alívio e esperança façam o outro sentir Façam as tuas palavras sentido aos ouvidos de quem as ouvir Que sejam sempre um bálsamo  para alma, alento sempre em devir Sejam as tuas palavras sementes de esperança que façam surgir Flores de alívio suave Que brote na alma de quem as ouvir

AMAR É

Um poema de Cao Benassi  Amar é o perfeito voo de uma asa que se lança Da impiedosa dúvida, do medo que apavora Para a fé que desabrocha, flores de uma lembrança A crença no abraço, raios de uma nova aurora Amar é olho que no olho alheio vê um farol a guiar E sabe que no amanhã, um amigo gentil virá Amar é porto seguro para nossa alma ancorar É plantar esperança, que em solo infértil crescerá Amar é toque que acalma, é voz que alma conforta É afeto profundo, é afeto sincero, é afeto leal Amar é a chave que da felicidade nos abre a porta É um laço que une, é um laço sublime, é imortal.

AMOR

Um poema de Cao Bneassi  No éter vasto, antes de tudo existir, Um pulso acendeu, a chama primordial. Não era luz, nem trevas, nem tempo porvir, Era sentimento, era Amor, força imortal. Pelo amor as estrelas bailam no céu, Pelo amor a terra passou a girar. Em cada flor, em cada coração, Doce melodia, é sua mão a nos guiar. O Amor rompe muralhas, ele desfaz a dor, Ele Inspira o bardo, a espada do herói. Ele é a ponte que une, o mais puro fulgor, Ele é a essência que nunca se destrói. Nas almas irmãs, num simples olhar, Ali, o Amor se faz lar, se faz mar, Onde a entrega flui, sem nada a pedir. Se faz um laço eterno, se faz amar. E assim, em cada beijo, em cada abraço, Em cada riso ou lágrima que venha rolar, O Amor se expande, preenche todo espaço, A mão divina que nos liberta, a nos salvar.  

VIRTUOSAMENTE GRATO

Um poema de Cao Benassi   Com o orvalho da manhã, um simples obrigado brota, Meu coração se expande, a alma leve, a dor se esgota.  Por cada raio de sol que a terra ilumina e abraça,  Por cada brisa suave que pelo meu rosto passa,  No canto dos pássaros, na flor que se desabrocha,  A gratidão que me eleva, a minha vida renova,  Em cada pequeno gesto, uma bênção, uma boa-nova. Pelos laços que nos unem, pelo amparo que conforta,  Pelo apoio e pela mão estendida que nos guia à porta.  Nas palavras de carinho, no olhar que nos compreende,  Na força que persiste, no amor que sempre acende.  Em cada aprendizado, mesmo na dor que nos açoita,  A gratidão renasce, a esperança, novo ânimo suscita, Como um rio que flui constante, a alma sempre renova. Por cada gota de chuva que a seca ameniza,  Pelo pão na mesa farta, a fome que tranquiliza.  No silêncio da noite, nas estrelas que reluzem,  Nas lições que a vida com sabedoria...

PESAR - SETEMBRO DE 2025

  PESAR, ANO 2, N. 21, SET. 2025 No número anterior da série de textos filosóficos PESAR, refletimos um pouco sobre a fofoca, sobre como desenvolvemos interesse por assuntos que não nos dizem respeito e neles mantemos o nosso foco. Também abordamos a importância da conscientização da presença da debilidade da fofoca ou de qualquer outra em nós, para então reconhecer que é necessário mudar, e assim, aceitar e buscar a mudança, esse seria em tese o primeiro passo. Porém, o mais importante para nós, seria se manter firme no cultivo de uma vida mais virtuosa.  Neste número, continuaremos a refletir sobre a debilidade da fofoca e formas de superá-la. Uma das formas de se fazer isso, é empreender uma busca por interesses que enobrecem a alma. Esse pode ser considerado o primeiro passo para silenciar a fofoca. Poderíamos afirmar com muita tranquilidade que uma mente que se ocupa com a arte, com a ciência ou com a filosofia, por exemplo, não tem espaço para trivialidades. Nesse sentid...

PESAR, N. 20, AGO. 2025

  PESAR, ANO 2, N. 20, AGO. 2025 Nos números anteriores da nossa série de textos filosóficos PESAR, discorremos sobre o tempo e como o ser humano, desde muito tempo, o desperdiça por falta de consciência e de autoconhecimento. Especificamente, no número 19, referente ao mês de junho, refletimos como a Internet e as redes sociais, de ferramentas que formam e informam, podem se tornar distrações que além de roubar nosso tempo, pode destruir nossa vida, seja por arrastar nossa consciência para baixo, seja por se tornar um vício de difícil percepção e combate.    No presente número, a nossa reflexão será voltada para uma debilidade muito conhecida por todos nós, quer por sermos alvos dela, quer pela prática, embora quem a pratica dificilmente a assume. Trata-se da fofoca, que em sua essência, brota de uma mente ociosa e, consequentemente, de uma curiosidade distorcida pelo banal. Ela se alimenta do vazio deixado pela falta de um propósito de vida mais elevado, preenchend...

PESAR, JULHO DE 2025

  PESAR, ANO 2, N. 19, JUL. 2025 Estamos no sétimo mês do ano de dois mil e vinte e cinco e esse, já é o décimo nono número da série de textos filosóficos PESAR. Como todos já sabem, nosso tema é foco e interesse, que são, basicamente, o ponto para o qual converge nossa atenção e o estado de espírito que se tem para com aquilo que se acha digno de atenção. No nosso número anterior, discorremos sobre o perigo de se desperdiçar o tempo de vida que temos. Parece não ser tão importante, mas um único dia vivido sem propósito, na economia da vida, jamais poderá ser recuperado.  Como foi afirmado no número 18 da série PESAR, a expectativa de vida do brasileiro, é em média, setenta e seis anos. Convertendo esse total para dias, nós teríamos aproximadamente, um total de vinte e sete mil, setecentos e quarenta dias. Com base nisso, peço a você, querido leitor, que faça o seguinte exercício de imaginação: substitua os dias da expectativa de vida do brasileiro pela nossa moeda. Imagine qu...

PESAR, JUNHO DE 2025

PESAR, ANO 2, N. 18, JUN. 2025 No número 17 da série PESAR, nós refletimos sobre o tempo e vimos que desde tempos remotos, o homem tem essa noção de escassez do tempo, noção que vivenciamos em nossos dias. De fato, esse é um dilema da alma humana, que nos acompanha desde tempos imemoriais. Ao longo do tempo, as preocupações em relação a ele mudaram, no entanto, continuamos com a mesma sensação, ou seja, que não temos tempo suficiente para realizar tudo o que é necessário. Numa primeira análise, parece-nos que nós não dispomos de todo o tempo que precisamos para viver e realizar. Porém, se nós nos detivermos no tema e o analisarmos mais profundamente, vamos chegar a conclusão de que nós não sabemos nada sobre o tempo que temos. Essa é uma afirmação que pode nos trazer um certo desconforto, mas a verdade é que nós somos arrastados pelo tempo sem que desenvolvamos nenhuma consciência sobre ele.  Não é possível para nós desenvolver a consciência sobre o tempo que temos, se nós não para...

PESAR, ANO 2, N. 17, MAI. 2025

Já estamos no quinto mês do ano. O tempo parece que voa, não é mesmo?! E sempre fica uma sensação de que ele passa rápido demais! Uma sensação de que o tempo é pouco para tantas demandas! Uma sensação de que o tempo que temos não é suficiente, nem para as coisas do corpo, tampouco para as coisas da alma. Será que esta sensação é verdadeira ou é somente uma percepção distorcida de nossa mente? Embora não percebamos, a nossa percepção do tempo está, sim, influenciada pela nossa mente. Os nossos desejos são os responsáveis por essa distorção que nos faz ter a sensação de que o nosso tempo é pouco para tantas coisas que temos para fazer. No entanto, se nós estivéssemos presentes em cada momento que vivemos, bastaria apenas uma vida para nós realizarmos em plenitude a natureza humana! Será que é somente nós que temos essa percepção errada do tempo? Será que os nossos antepassados também ficavam com essa mesma sensação que nós temos, sempre que se aproxima o início de um novo mês ou que se a...